Hoi An Vietname

Hoi An localiza-se uns 20 km a sul de Danang, tendo sido no passado uma cidade bem mais importante, cujo porto movimentava mercadorias fabulosas e chamava a si uma rica comunidade de mercadores chineses.

Em declínio a partir do século XVIII, é hoje uma pacata localidade com cerca de dois mil habitantes, cujo centro histórico foi classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, que ali identificou cerca de oitocentos edifícios de valor histórico. Teoricamente parece

As influências arquitectónicas que se observam nas casas de Hoi An remetem para o período colonial francês e para os estilos trazidos pelos chineses e pelos japoneses para aquelas paragens. Mais do que uma série de pontos de interesses, o que atrai em Hoi An são as suas ruas, os detalhes, os mercados, as casas, as pessoas.

Apesar de ser um dos locais mais visitados do Vietname, Hoi An tem conseguido absorver o impacto do turismo, mantendo os visitantes alojados no exterior da cidade antiga e trilhando por um complicado equilíbrio que mantém lado a lado estrangeiros e locais. A maioria dos seus edifícios encontram-se num ponto perfeito, emanando um certo charme decadente mas mantidos muito afastados da ruína.

As suas ruas são ladeadas pelas belas casas, onde se encontram restaurantes e cafés, algumas lojas destinadas aos turistas, mas também muito comércio genuinamente local. Nas águas do rio Thu Bon podem-se ver barcos de diversos tipos. Alguns levam os visitantes estrangeiros em passeios pelas suas águas, mas outras são parte da vida quotidiana dos habitantes da localidade, fazendo o transporte de pessoas e bens entre as margens.

Hoi An é especialmente bonito ao entardecer, quando o pôr-do-sol enche de luz alaranjada todo aquele cenário e se acendem as primeiras luzes, antes de serem lançadas ao rio as velas flutuantes que preenchem o local de magia.

A viagem

Hoi An localiza-se nos arredores de Danang, existindo inúmeras ligações, incluindo autocarros locais, de cor amarela. A carreira #1 passa pelo centro de Danang, tendo aí diversas paragens, e deixa-o um pouco fora do núcleo histórico de Hoi An, a uns 10 minutos a pé. O preço do bilhete ronda os 20,000 Dongs. Por vezes o pessoal do autocarro tenta cobrar mais dinheiro do que o normal.

O Bilhete único

Teoricamente é necessário os estrangeiros adquirirem um bilhete para visitarem a cidade antiga. Mas isso é impraticável, considerando o número de acessos possíveis, o dinâmico comércio e o facto de a cidade antiga ser uma área pública.

Os bilhetes são verificados na Ponte Japonesa e eventualmente na entrada principal da cidade antiga, e depois serão necessários apenas para entrar nos museus e edifícios históricos abertos ao público.

Ao todo são dezoito, o que faz do tal bilhete um excelente investimento: pode ser comprado em diversos quiosques, custa 120,000 Dongs e é válido por dez dias. Além disso as receitas revertem directamente para a conservação do património histórico de Hoi An.

O que ver e fazer em Danang

Mercados de Hoi An

Um pouco por todo o lado, mas especialmente junto à água, existem vendedeiras de rua. É um quadro muito pitoresco, que muitos julgariam impossível subsistir num local com tanto turismo. Contudo ali estão, vendendo o produto da sua produção. Legumes, frutas, ovos. E o seu mercado é bem local.

Existe um mercado formal, um edifício coberto, onde a concentração destas vendedoras é mais intensa.  

Ponte Japonesa

A Ponte Japonesa é uma das grandes referências de Hoi An. Foi construída originalmente em 1590, com o tabuleiro construído sobre quatro arcos de pedra e uma estrutura em madeira  que o cobre e abriga os passantes.

Durante a ocupação francesa a ponte foi alterada, o seu característico arco neutralizado para permitir a passagem de trânsito automóvel, mas em 1986 o seu conceito original foi reimplantado.

Em cada uma das extremidades da ponte encontra-se um par de esculturas, como que a guardar. Um par de cães de um lado, um par de macacos do outro. Diz-se que esta escolha se deve ao grande número de imperadores japoneses nascidos sob estes signos, mas há quem afirme que é por a construção da ponte ter sido iniciada no ano do macaco e terminada no ano do cão.

Casa Museu de Tan Ky

Foi construída há dois séculos por uma família vietnamita, apesar da influência chinesa e japonesa ser bem evidente na sua arquitectura. No seu interior, os mais atentos notarão as inscrições em caracteres chineses, deixados em madre-pérola colocada nos pilares que caem do tecto. São poemas.

No pátio observe-se as tradicionais funções deste tipo de espaço: a entrada de luz na residência, a recolha de água das chuvas, o refrescamento das divisões interiores.

As traseiras da casa dão directamente para o rio e ali podemos ver as marcas deixadas pelas cheias que ao longo dos anos causaram aqui danos, a última das quais em 1964.

A casa pode ser visitada entre as 8:00 e as 12:00 e entre as 14:00 e as 14:30. É necessário o bilhete geral para a cidade antiga.

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